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Os 10 maiores fracassos de bilheteria da Disney de todos os tempos

Os fracassos de bilheteria da Disney mostram que nem mesmo um dos maiores estúdios de Hollywood está imune a grandes reveses financeiros. Ao longo da última década e meia, produções com orçamentos elevados, estratégias de marketing questionáveis, disputas por espaço no calendário de estreias e decisões voltadas ao streaming comprometeram o desempenho de diversos filmes nas salas de cinema.

O resultado foi uma sequência de prejuízos milionários que entraram para a história do estúdio. A lista a seguir reúne os dez casos mais expressivos, organizados de acordo com o prejuízo estimado de cada produção.




10. Red: Crescer é uma Fera (2022)

Mei Lee em Red: Crescer é uma Fera, animação que teve baixa bilheteria na Disney devido ao lançamento no streaming.
O lançamento direto no Disney+ limitou o desempenho da animação nos cinemas. Divulgação: Disney

Apesar da excelente recepção da crítica, com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, Red: Crescer é uma Fera registrou uma das menores bilheterias da Disney nos últimos anos. A animação teve um orçamento estimado em US$ 175 milhões e arrecadou apenas US$ 21,8 milhões mundialmente.

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No entanto, esse desempenho precisa ser analisado em contexto: lançado em 2022, durante o período em que a Disney priorizava sua estratégia de streaming, o filme estreou diretamente no Disney+, recebendo apenas uma exibição limitada nos cinemas. Por esse motivo, sua arrecadação nas bilheterias não reflete necessariamente o alcance ou o sucesso da produção junto ao público.

9. Mansão Mal-Assombrada (2023)

Prejuízo estimado: US$ 117 milhões

Elenco de Mansão Mal-Assombrada, uma das maiores decepções de bilheteria da Disney.
O filme sofreu com a concorrência de Barbie e Oppenheimer. Divulgação: Disney

Inspirado na clássica atração dos parques da Disney, Mansão Mal-Assombrada chegou aos cinemas em 2023 com um orçamento estimado em US$ 150 milhões, mas arrecadou apenas US$ 117,5 milhões em todo o mundo.

O desempenho abaixo das expectativas foi atribuído, em grande parte, à estratégia de lançamento. O filme estreou na mesma semana de Barbie e Oppenheimer, dois fenômenos de bilheteria que dominaram a atenção do público. Além disso, especialistas também apontaram que a estreia fora do período de Halloween reduziu o apelo comercial de uma produção com temática sobrenatural, contribuindo para um dos maiores prejuízos recentes da Disney.

8. Wish: O Poder dos Desejos (2023)

Prejuízo estimado: US$ 131 milhões

Cena de Wish: O Poder dos Desejos, uma das maiores decepções comerciais da Disney.
A animação do centenário ficou abaixo das expectativas de público. Divulgação: Disney

Produzida para celebrar o centenário da Disney, Wish: O Poder dos Desejos chegou aos cinemas cercada de expectativas, mas acabou registrando um desempenho muito abaixo do esperado. A animação arrecadou cerca de US$ 255 milhões mundialmente diante de um orçamento estimado em US$ 200 milhões, valor insuficiente para cobrir os custos de produção, marketing e distribuição.

Com um prejuízo estimado em US$ 131 milhões, o longa se tornou uma das maiores decepções comerciais da história recente do estúdio, frustrando a expectativa de que a produção comemorativa marcasse os 100 anos da Disney com um grande sucesso de bilheteria.

7. Marte Precisa de Mães (2011)

Prejuízo estimado: US$ 140 milhões

Cena de Mars Needs Moms, um dos maiores prejuízos financeiros da Disney.
A animação arrecadou muito abaixo do esperado e marcou a história do estúdio. Divulgação: Disney

Marte Precisa de Mães entrou para a história como um dos maiores fracassos comerciais da Disney. Produzida pela ImageMovers Digital com tecnologia de motion capture, a animação teve um orçamento estimado em US$ 150 milhões, mas arrecadou apenas US$ 39,2 milhões nas bilheterias mundiais.

O desempenho muito abaixo das expectativas gerou um prejuízo estimado em cerca de US$ 140 milhões e teve consequências diretas para o estúdio: pouco depois do lançamento, a Disney encerrou as atividades da ImageMovers Digital, colocando fim à parceria com o cineasta Robert Zemeckis na área de animação por captura de movimentos.

6. Indiana Jones e o Chamado do Destino (2023)

Prejuízo estimado: US$ 143 milhões

Indiana Jones em cena de Indiana Jones e o Chamado do Destino, um dos maiores prejuízos da Disney nos cinemas.
O quinto filme da franquia entrou para a lista das maiores decepções comerciais da Disney. Divulgação: Disney

Indiana Jones e o Chamado do Destino marcou a despedida de Harrison Ford do papel que ajudou a transformá-lo em um dos maiores astros de Hollywood. Apesar da força da franquia, o quinto filme não correspondeu às expectativas comerciais.

Com um orçamento estimado em US$ 387,2 milhões, o longa arrecadou cerca de US$ 383,9 milhões nas bilheterias mundiais. Embora a receita tenha ficado próxima do custo de produção, ela não foi suficiente para compensar as despesas com marketing, distribuição e a divisão da bilheteria com os exibidores. Como resultado, a Disney registrou um prejuízo estimado em US$ 143 milhões, tornando o filme um dos maiores fracassos comerciais do estúdio na década.

5. Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada É Impossível (2015)

Prejuízo estimado: US$ 150 milhões

George Clooney em Tomorrowland, um dos maiores filmes que deram prejuízo para a Disney.
Mesmo com George Clooney, o longa decepcionou nas bilheterias. Divulgação: Disney

Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada É Impossível reunia ingredientes para se tornar um grande sucesso: direção de Brad Bird, protagonismo de George Clooney e inspiração em uma das áreas temáticas mais conhecidas dos parques da Disney. Ainda assim, o longa decepcionou nas bilheterias.

Com um orçamento estimado em cerca de US$ 180 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 209 milhões em todo o mundo, resultado insuficiente para cobrir os elevados custos de produção e divulgação. Analistas apontaram que a campanha de marketing não conseguiu comunicar de forma clara a proposta da história, reduzindo o interesse do público e contribuindo para um prejuízo estimado em US$ 150 milhões.

4. Mundo Estranho (2022)

Prejuízo estimado: US$ 152,4 milhões

Personagens de Mundo Estranho, uma das maiores derrotas da Disney nas bilheterias.
A animação registrou o maior prejuízo de um estúdio de Hollywood em 2022. Divulgação: Disney

Mundo Estranho tornou-se um dos maiores fracassos comerciais da história recente da Disney. Segundo estimativas publicadas pelo Deadline, a animação acumulou um custo total de aproximadamente US$ 317,4 milhões, considerando produção, marketing e distribuição, enquanto gerou cerca de US$ 165 milhões em receitas totais.

O resultado foi um prejuízo estimado em US$ 152,4 milhões, o maior registrado por um único estúdio de Hollywood em 2022. Entre os fatores apontados para o desempenho abaixo das expectativas estão uma campanha de divulgação considerada pouco eficaz e o baixo interesse do público pela produção.

3. O Cavaleiro Solitário (2013)

Prejuízo estimado: US$ 190 milhões

Johnny Depp e Armie Hammer em The Lone Ranger, um dos maiores desastres de bilheteria da Disney.
A tentativa de revitalizar o faroeste terminou com enorme prejuízo. Divulgação: Disney

O Cavaleiro Solitário foi uma das apostas mais ambiciosas da Disney na década de 2010, reunindo o diretor Gore Verbinski e o ator Johnny Depp, dupla responsável pelo sucesso da franquia Piratas do Caribe. No entanto, a tentativa de transformar o clássico personagem do faroeste em um novo blockbuster não conquistou o público.

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Com um orçamento estimado em cerca de US$ 250 milhões, o longa arrecadou aproximadamente US$ 260 milhões nas bilheterias mundiais. Apesar do desempenho razoável nas bilheterias, a receita não foi suficiente para cobrir os altos custos de produção, marketing e distribuição, resultando em um prejuízo estimado em cerca de US$ 190 milhões e consolidando o filme entre os maiores fracassos comerciais da história da Disney.

2. John Carter (2012)

Prejuízo estimado: US$ 200 milhões

Cena de John Carter, considerado um dos maiores fracassos comerciais da Disney.
O épico de ficção científica causou um dos maiores prejuízos da história do estúdio. Divulgação: Disney

John Carter é frequentemente citado como um dos maiores fracassos financeiros da história de Hollywood. Dirigido por Andrew Stanton, vencedor do Oscar por Wall-E e Procurando Nemo, o épico de ficção científica foi produzido com um orçamento de cerca de US$ 250 milhões, enquanto os custos totais, incluindo marketing e distribuição, chegaram a aproximadamente US$ 350 milhões. Apesar de arrecadar cerca de US$ 284 milhões nas bilheterias mundiais, o resultado ficou muito abaixo do necessário para recuperar o investimento.

A própria Disney reconheceu um prejuízo operacional de aproximadamente US$ 200 milhões, impacto que contribuiu para a saída de Rich Ross da presidência do Walt Disney Studios e transformou o longa em um dos maiores reveses comerciais da empresa.

1. As Marvels (2023)

Prejuízo estimado: US$ 237 milhões

Brie Larson, Teyonah Parris e Iman Vellani em As Marvels, um dos maiores fracassos de bilheteria da Disney e do Universo Cinematográfico Marvel.
As Marvels registrou o pior desempenho comercial da história do MCU e lidera a lista dos maiores prejuízos da Disney em 2023.

As Marvels lidera a lista dos maiores fracassos de bilheteria da Disney. Sequência de Capitã Marvel (2019), o longa chegou aos cinemas cercado por altas expectativas, mas registrou o pior desempenho comercial da história do Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Com um orçamento estimado em US$ 274,8 milhões, o filme arrecadou apenas US$ 206,1 milhões nas bilheterias mundiais.

De acordo com um levantamento do Deadline, que considera custos de produção, marketing, distribuição e pagamentos residuais, o resultado foi um prejuízo estimado em US$ 237 milhões — o maior registrado por um único filme da Disney em 2023 e um dos maiores da história do estúdio.

Os fracassos de bilheteria da Disney mostram que nem mesmo um dos maiores estúdios de Hollywood está imune a erros de estratégia, mudanças no comportamento do público e apostas que não se conectam com a audiência.

Em muitos casos, fatores como calendários de lançamento desfavoráveis, orçamentos elevados, campanhas de marketing pouco eficientes e a crescente influência do streaming tiveram impacto direto nos resultados financeiros. Ainda assim, alguns desses filmes conquistaram novos admiradores ao longo dos anos, provando que desempenho comercial e qualidade artística nem sempre caminham lado a lado.

Para a Disney, porém, cada uma dessas produções serviu como um importante aprendizado sobre os desafios de equilibrar criatividade, investimento e retorno nas bilheterias.

Felipe Bastos

Felipe Bastos da Silva é jornalista e crítico de cinema brasileiro, fundador e editor do site Cinema & Afins. Atua na cobertura de cinema, séries, games e cultura pop desde 2007, com foco em análises aprofundadas, críticas jornalísticas e reportagens especiais.Ao longo de sua carreira, consolidou o Cinema & Afins como uma das referências brasileiras em jornalismo de entretenimento, oferecendo conteúdo confiável, detalhado e com curadoria profissional. Felipe também produz listas, coberturas de estreias e artigos analíticos sobre a indústria audiovisual.

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