
A bilheteria de “A Empregada” (The Housemaid) está reescrevendo as regras do jogo nos cinemas mundiais. Dirigido por Paul Feig, o suspense registrou uma queda de 1% na arrecadação em seu terceiro fim de semana nos Estados Unidos, um fenômeno raríssimo que demonstra a força do boca a boca e a capacidade da produção de manter o interesse do público semanas após a estreia.
Com um orçamento modesto de US$ 35 milhões, o longa já alcançou US$ 133 milhões em bilheteria mundial, sendo mais de US$ 80 milhões arrecadados apenas no mercado norte-americano. Os números representam quase o quádruplo do investimento inicial e consolidam a adaptação do romance de Freida McFadden como um dos maiores acertos comerciais do início do ano.
Bilheteria no Brasil de A Empregada

No mercado brasileiro, “A Empregada” se tornou um dos fenômenos de bilheteria mais surpreendentes do início do ano. Distribuído pela Paris Filmes, o longa estreou oficialmente em 1º de janeiro de 2026, mas já havia conquistado mais de 200 mil espectadores durante as sessões antecipadas realizadas entre 19 e 31 de dezembro.
Com a abertura oficial e mais salas disponíveis, o filme alcançou a marca impressionante de 550 mil espectadores em sua primeira semana completa no circuito nacional. O crescimento foi exponencial: o filme saltou do quinto para o segundo lugar em público no Brasil, registrando um aumento de mais de 277% em seu desempenho de bilheteria.
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O sucesso no país reflete o forte apelo do boca a boca e a viralização nas redes sociais, especialmente no BookTok, a comunidade literária do TikTok. A aprovação do público brasileiro também se traduziu em números do Rotten Tomatoes, onde o filme mantém 92% de aprovação da audiência, consolidando sua receptividade entre os espectadores.
Para a Paris Filmes, distribuidora responsável pelo lançamento nacional, “A Empregada” representa uma vitória significativa após um final de 2025 mais discreto, posicionando o estúdio para um 2026 promissor no mercado brasileiro.
Redenção para Sydney Sweeney

O sucesso chega em momento crucial para a carreira de Sydney Sweeney, estrela de “Euphoria” e “Todos Menos Você”. Após o desempenho decepcionante de “Americana”, “Éden” e “Christy”, a atriz encontrou sua redenção com este thriller de orçamento médio.
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Ao lado de Amanda Seyfried, indicada ao Oscar por “Mank”, Sweeney protagoniza a história de Millie Calloway, uma mulher em dificuldades que aceita trabalhar como empregada doméstica para um casal rico. O que parecia ser um recomeço promissor se transforma em uma teia de manipulações, segredos e reviravoltas.
A química entre as duas atrizes e a direção eficiente de Paul Feig — conhecido por comédias como “Missão Madrinha de Casamento” — criaram um thriller descrito pela crítica como “pulp divertido e bem executado”, capaz de equilibrar tensão e entretenimento.
A Empregada vai ter continuação?

O final do filme, que preserva elementos do livro original, deixa uma abertura clara para continuações. A obra de Freida McFadden é apenas o primeiro volume de uma série que inclui “O Segredo da Empregada”, “A Empregada Está de Olho” e “O Casamento da Empregada”.
Quando questionadas sobre a possibilidade de sequências, as protagonistas demonstraram posições distintas. Sydney Sweeney adotou cautela, afirmando que espera que o público ame os filmes tanto quanto os livros. Já Amanda Seyfried se mostrou entusiasmada, declarando que faria mais filmes sem hesitar e que se divertiu muito trabalhando com Paul Feig.
Com os números expressivos de bilheteria e a abertura narrativa do final, a Lionsgate tem em mãos todos os ingredientes para transformar “A Empregada” na próxima franquia de sucesso do estúdio.