
Encontrar um filme realmente bom para assistir na Netflix pode ser mais difícil do que parece. Com um catálogo enorme e títulos sendo adicionados e removidos constantemente, nem sempre os filmes que mais chamam atenção são necessariamente os que mais valem o seu tempo.
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Por isso, esta seleção reúne 15 filmes bons para assistir na Netflix, priorizando produções que se destacam pela história, direção, atuações e capacidade de permanecer na memória depois dos créditos. A lista passa por dramas, guerra, ficção científica, terror, suspense, animação e produções brasileiras.
São filmes para diferentes momentos — desde grandes produções premiadas até títulos que podem ter passado despercebidos no catálogo.
Onde assistir aos filmes da lista
Confira os 15 filmes selecionados e acesse diretamente suas páginas na Netflix.
| # | Filme | Ano | Onde assistir |
|---|---|---|---|
| 01 | O Irlandês | 2019 | Netflix |
| 02 | Nada de Novo no Front | 2022 | Netflix |
| 03 | A Sociedade da Neve | 2023 | Netflix |
| 04 | Beasts of No Nation | 2015 | Netflix |
| 05 | O Filho de Mil Homens | 2025 | Netflix |
| 06 | O Mal que Nos Habita | 2023 | Netflix |
| 07 | Onde Está Segunda? | 2017 | Netflix |
| 08 | Destacamento Blood | 2020 | Netflix |
| 09 | Aniquilação | 2018 | Netflix |
| 10 | 7 Prisioneiros | 2021 | Netflix |
| 11 | A Negociação | 1998 | Netflix |
| 12 | Túmulo dos Vagalumes | 1988 | Netflix |
| 13 | Pieces of a Woman | 2020 | Netflix |
| 14 | O Colecionador de Ossos | 1999 | Netflix |
| 15 | A Voz de Hind Rajab | 2025 | Netflix |
Atenção: A disponibilidade dos filmes na Netflix pode mudar de acordo com o catálogo brasileiro. A seleção foi baseada na disponibilidade encontrada durante a pesquisa.
1. O Irlandês (2019)
Martin Scorsese reuniu Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci em um épico criminal que também funciona como uma reflexão sobre envelhecimento, lealdade e arrependimento. Em O Irlandês, acompanhamos Frank Sheeran, um caminhoneiro que se aproxima do crime organizado e passa a trabalhar como assassino profissional.
Apesar das quase três horas e meia de duração, o longa está longe de ser apenas mais uma história sobre mafiosos. Scorsese acompanha seus personagens durante décadas e, pouco a pouco, transforma aquilo que poderia ser uma celebração do poder em um retrato melancólico das consequências de uma vida dedicada ao crime.
Por que assistir: é uma ótima escolha para fãs de filmes de máfia, grandes atuações e histórias policiais mais contemplativas.
2. Nada de Novo no Front (2022)
Poucos filmes de guerra recentes conseguiram transmitir de maneira tão brutal a desumanização provocada pelo conflito quanto Nada de Novo no Front. A produção alemã acompanha Paul Bäumer, um jovem que se alista no Exército durante a Primeira Guerra Mundial acreditando que encontrará honra e glória no campo de batalha.
A realidade encontrada nas trincheiras é completamente diferente. Lama, fome, medo e mortes substituem rapidamente qualquer visão romântica da guerra. Baseado no romance de Erich Maria Remarque, o filme combina uma produção visual impressionante com uma abordagem profundamente antibélica.
Por que assistir: para quem procura um filme de guerra intenso, tecnicamente impressionante e sem qualquer romanização do combate.
3. A Sociedade da Neve (2023)
Dirigido por J.A. Bayona, A Sociedade da Neve reconstrói a tragédia do voo 571 da Força Aérea Uruguaia, que caiu na Cordilheira dos Andes em 1972. Isolados em uma das regiões mais hostis do planeta, os sobreviventes precisaram enfrentar frio extremo, fome e decisões inimagináveis para permanecer vivos.
Embora a história já tenha sido levada ao cinema anteriormente, Bayona encontra uma perspectiva profundamente humana para narrá-la. Em vez de transformar os sobreviventes em heróis convencionais, o longa enfatiza a cooperação, o medo, a perda e os limites físicos e psicológicos enfrentados pelo grupo.
Por que assistir: uma das melhores opções da Netflix para quem gosta de histórias reais e filmes de sobrevivência.
4. Beasts of No Nation (2015)

Antes de a Netflix se transformar em uma das maiores produtoras de filmes do mundo, Beasts of No Nation ajudou a mostrar as ambições cinematográficas da plataforma. O drama acompanha Agu, um garoto separado de sua família durante uma guerra civil em um país africano não identificado.
Recrutado por um grupo de combatentes liderado pelo Comandante, interpretado por Idris Elba, Agu é progressivamente transformado em um menino-soldado. A violência não aparece apenas como elemento de choque, mas como parte de um processo de destruição da infância e da identidade do protagonista.
Por que assistir: para quem procura um filme de guerra pesado, com uma abordagem humana e sem romantização da violência.
5. O Filho de Mil Homens (2025)

O cinema brasileiro também ocupa espaço nesta seleção com O Filho de Mil Homens, adaptação do romance de Valter Hugo Mãe dirigida por Daniel Rezende e protagonizada por Rodrigo Santoro.
A história acompanha Crisóstomo, um pescador solitário que deseja profundamente ser pai. Sua trajetória acaba cruzando com a de outras pessoas igualmente marcadas pela solidão e pela necessidade de pertencimento. Aos poucos, esses personagens encontram uns nos outros a possibilidade de construir uma família que não depende necessariamente de laços sanguíneos.
Sensível e visualmente cuidadoso, o filme aborda afeto, rejeição, paternidade e acolhimento sem recorrer às fórmulas mais tradicionais do melodrama.
Por que assistir: para conhecer um drama brasileiro recente que aposta na emoção e na construção dos personagens.
6. O Mal que Nos Habita (2023)

O argentino O Mal que Nos Habita é uma excelente escolha para quem acredita que o terror ainda pode surpreender. Dirigido por Demián Rugna, o filme acompanha dois irmãos que encontram um homem possuído em uma comunidade rural e descobrem que uma força maligna ameaça se espalhar pela região.
O longa constrói seu próprio conjunto de regras para lidar com o sobrenatural e não tem medo de quebrar expectativas. A sensação de que qualquer coisa pode acontecer torna algumas sequências particularmente tensas — e brutais.
Por que assistir: um dos títulos da lista para quem procura terror pesado, imprevisível e distante das fórmulas tradicionais de Hollywood.
7. Onde Está Segunda? (2017)

Em um futuro marcado pela superpopulação, famílias são proibidas de ter mais de um filho. É nesse cenário que sete irmãs gêmeas precisam esconder sua existência do governo em Onde Está Segunda?.
Cada irmã recebe o nome de um dia da semana e só pode sair de casa no dia correspondente, assumindo publicamente a mesma identidade. O plano funciona até que Segunda desaparece misteriosamente.
Noomi Rapace assume o desafio de interpretar as sete irmãs, enquanto Glenn Close e Willem Dafoe completam o elenco. A partir de uma premissa criativa, o longa mistura distopia, ação, conspiração e suspense.
Por que assistir: uma ótima pedida para fãs de ficção científica distópica e histórias cheias de reviravoltas.
8. Destacamento Blood (2020)

Spike Lee utiliza a Guerra do Vietnã como ponto de partida para discutir memória, racismo e as cicatrizes deixadas pelo conflito em Destacamento Blood.
Décadas depois da guerra, quatro veteranos negros retornam ao Vietnã para encontrar os restos mortais de seu antigo comandante e recuperar um carregamento de ouro escondido durante o conflito. O que começa como uma aventura gradualmente revela traumas que nunca foram realmente superados.
O grande destaque é Delroy Lindo, cuja interpretação dá ao filme algumas de suas sequências mais poderosas.
Por que assistir: para quem procura um filme de guerra diferente, que combina aventura, drama histórico e crítica social.
9. Aniquilação (2018)

Aniquilação é um daqueles filmes de ficção científica que continuam provocando perguntas muito depois dos créditos finais.
Natalie Portman interpreta Lena, uma bióloga que entra em uma misteriosa região conhecida como Área X para descobrir o que aconteceu com seu marido. Dentro dela, as leis naturais parecem estar sendo modificadas e animais, plantas e seres humanos começam a sofrer transformações inexplicáveis.
Dirigido por Alex Garland, o filme mistura ficção científica, terror corporal e suspense psicológico para abordar temas como identidade, transformação e autodestruição.
Por que assistir: para quem prefere ficção científica cerebral, estranha e aberta a interpretações.
10. 7 Prisioneiros (2021)

Um dos filmes brasileiros mais fortes disponíveis na Netflix, 7 Prisioneiros acompanha Mateus, interpretado por Christian Malheiros, um jovem que deixa o interior em busca de trabalho em São Paulo.
Ao chegar à capital, ele e outros jovens descobrem que foram atraídos para um esquema de exploração de mão de obra comandado por Luca, personagem vivido por Rodrigo Santoro.
O longa dirigido por Alexandre Moratto evita dividir seus personagens simplesmente entre bons e maus. Conforme Mateus entende o funcionamento daquele sistema, suas próprias decisões tornam-se cada vez mais moralmente complicadas.
Por que assistir: um drama brasileiro tenso, socialmente relevante e sustentado por ótimas atuações.
11. A Negociação (1998)

Os fãs dos grandes thrillers policiais dos anos 1990 encontram em A Negociação uma excelente opção. Samuel L. Jackson interpreta Danny Roman, um especialista em negociação de reféns acusado de um crime que afirma não ter cometido.
Sem confiar nos próprios colegas, Roman toma uma decisão extrema: faz reféns e exige negociar com um profissional de outra unidade policial. O escolhido é Chris Sabian, interpretado por Kevin Spacey.
Grande parte da tensão nasce justamente das conversas, blefes e tentativas de descobrir quem está dizendo a verdade.
Por que assistir: para quem sente falta dos thrillers policiais inteligentes e tensos que marcaram os anos 1990.
12. Túmulo dos Vagalumes (1988)

Não se deixe enganar pela animação. Túmulo dos Vagalumes é um dos filmes mais devastadores desta lista e uma das obras mais importantes da animação japonesa.
Dirigido por Isao Takahata, o clássico do Studio Ghibli acompanha os irmãos Seita e Setsuko tentando sobreviver no Japão durante os últimos meses da Segunda Guerra Mundial.
Em vez de grandes batalhas, a guerra é apresentada através de suas consequências sobre pessoas comuns: fome, abandono, destruição e perda. A relação entre os irmãos transforma a história em uma experiência dolorosa, mas profundamente humana.
Por que assistir: porque é uma demonstração definitiva de que animação não é sinônimo de cinema infantil.
13. Pieces of a Woman (2020)

Vanessa Kirby entrega uma das atuações mais intensas de sua carreira em Pieces of a Woman, drama dirigido por Kornél Mundruczó.
Martha e seu companheiro enfrentam uma tragédia durante um parto domiciliar. A partir desse acontecimento, o filme acompanha o impacto do luto sobre o relacionamento do casal, os conflitos familiares e a tentativa da protagonista de reconstruir a própria vida.
É um filme difícil e emocionalmente exigente, mas que evita soluções fáceis para falar sobre perda, culpa e a maneira particular como cada pessoa enfrenta o sofrimento.
Por que assistir: principalmente pela atuação de Vanessa Kirby e pela abordagem crua sobre o luto.
14. O Colecionador de Ossos (1999)

Denzel Washington e Angelina Jolie formam uma dupla improvável em O Colecionador de Ossos, thriller policial baseado no romance de Jeffery Deaver.
Washington interpreta Lincoln Rhyme, um brilhante investigador forense que ficou tetraplégico após um acidente. Quando um assassino começa a deixar pistas em diferentes cenas de crime, ele passa a orientar a policial Amelia Donaghy, vivida por Jolie, durante a investigação.
Mesmo lançado em 1999, o longa continua funcionando muito bem para quem gosta de histórias envolvendo serial killers, pistas escondidas e investigações conduzidas contra o relógio.
Por que assistir: um thriller policial clássico para quem gosta de mistério e investigação criminal.
15. A Voz de Hind Rajab (2025)

Entre os filmes mais recentes desta seleção, A Voz de Hind Rajab é também um dos mais difíceis de assistir — não pela complexidade narrativa, mas pela história real que está por trás das imagens e dos sons.
Dirigido pela cineasta tunisiana Kaouther Ben Hania, o filme reconstrói os acontecimentos de janeiro de 2024 envolvendo Hind Rajab, uma menina palestina de seis anos que ficou presa em um carro em Gaza enquanto tentava conseguir ajuda.
A narrativa acompanha os voluntários do Crescente Vermelho Palestino durante a tentativa de coordenar o resgate da criança. Um dos elementos mais impactantes da produção é a utilização da voz real de Hind, registrada durante as ligações de emergência.
Em vez de transformar a tragédia em espetáculo, Ben Hania concentra grande parte do filme na espera, nos telefonemas e na impotência das pessoas que tentam chegar até a menina. O resultado é um drama construído em torno da tensão entre a urgência de salvar uma vida e os obstáculos que impedem o resgate.
A Voz de Hind Rajab recebeu reconhecimento internacional, incluindo o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza, e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional. O longa chegou à Netflix Brasil em julho de 2026.
Por que assistir: é um filme de enorme impacto emocional que utiliza o cinema para preservar o registro de uma história real.












