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“Michael” quebra recordes históricos na bilheteria mundial

O maior lançamento de uma cinebiografia musical na história do cinema.

A cinebiografia Michael, dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por Jaafar Jackson — sobrinho de Michael Jackson — chegou aos cinemas na última sexta-feira (24 de abril) e imediatamente reescreveu os livros de recordes da bilheteria mundial.

Com US$ 97 milhões arrecadados nos Estados Unidos e Canadá e outros US$ 120 milhões no restante do mundo, o filme da Lionsgate encerrou o fim de semana de estreia com um total global de US$ 217 milhões, consolidando-se como a maior abertura da história entre cinebiografias musicais.




O resultado supera com folga o recorde anterior, que pertencia a Straight Outta Compton (2015), com US$ 60 milhões na abertura doméstica. Na comparação com os grandes biopics musicais recentes, Michael já desbancou Bohemian Rhapsody (US$ 51 milhões na estreia), Elvis (US$ 31 milhões) e Back to Black (2024). O desempenho marca ainda a melhor abertura da Lionsgate em mais de uma década — desde Jogos Vorazes: A Esperança – O Final (2015), que estreou com US$ 102 milhões.

Comparativo de bilheteria de cinebiografias musicais no cinema
FilmeAnoEstreia (EUA)Total Mundial
Michael Recorde2026US$ 97 milhõesUS$ 217 milhões*
Bohemian Rhapsody2018US$ 51 milhõesUS$ 910 milhões
Elvis2022US$ 31 milhõesUS$ 286 milhões
Straight Outta Compton2015US$ 60 milhõesUS$ 201 milhões
Back to Black2024US$ 2,4 milhõesUS$ 17 milhões

* Dados atualizados até 26 de abril de 2026 — considerando apenas o fim de semana de estreia.

Recordes Quebrados na Estreia

Recriação da cena de Thriller com Michael Jackson no filme Michael 2026 usando gravações originais

O fim de semana de abertura de Michael foi pontuado por uma série de marcas históricas. No mercado doméstico, o filme encerrou o sábado como a maior estreia de 2026 para um lançamento original ou não-franquia, superando Devoradores de Estrelas (US$ 80,5 milhões). Globalmente, ficou atrás apenas de Super Mario Galaxy: O Filme (US$ 131 milhões), o blockbuster de maior abertura do ano até agora.

No formato IMAX, Michael faturou US$ 13,8 milhões somente nos 427 cinemas norte-americanos — o maior lançamento IMAX da história para um biopic musical. O IMAX respondeu por 14% da arrecadação doméstica e somou US$ 24,4 milhões em escala mundial, representando a maior abertura IMAX da Lionsgate em território norte-americano de todos os tempos.

Internacionalmente, o filme também estabeleceu recordes em diversos mercados. Na Itália, os US$ 8,1 milhões em 650 salas representaram o lançamento mais amplo já registrado pela Universal no país. Na Alemanha, Michael ficou em primeiro lugar com US$ 7,2 milhões e 40% de participação de mercado. Na Espanha, foi a maior abertura de um biopic de todos os tempos.

Na China, o filme arrecadou US$ 5,9 milhões em 30 mil salas — incluindo 738 salas IMAX e 200 em formato 4DX —, suficiente para liderar o ranking local com um índice de aprovação de 9,6 no Maoyan, o mais alto de qualquer lançamento hollywoodiano no país em 2026. No Peru, estabeleceu o maior lançamento de um biopic musical de todos os tempos; na Holanda, o segundo maior fim de semana de estreia do ano.

Resumo do desempenho internacional de “Michael” (2026)
MercadoDestaque
ItáliaUS$ 8,1 mi; maior lançamento da Universal
AlemanhaUS$ 7,2 mi; 1º lugar (40% do mercado)
EspanhaMaior estreia de biopic da história
ChinaUS$ 5,9 mi; liderança + nota 9,6 no Maoyan
PeruRecorde entre biopics musicais
Holanda2ª maior estreia do ano

Crítica vs. Audiência

Cena de show de Michael Jackson no filme Michael 2026 destacando produção grandiosa e alto orçamento
Com orçamento elevado, “Michael” (2026) recria performances grandiosas do Rei do Pop.

Apesar do estrondoso desempenho de bilheteria, o filme enfrenta uma divisão rara e acentuada entre a opinião da crítica especializada e a do público geral. No agregador Rotten Tomatoes, o filme acumula apenas 38% de aprovação da crítica — com resenhas que apontam o retrato “sanitizado” e elogiam quase unanimemente a performance de Jaafar Jackson. Por outro lado, o placar de audiência chegou a 96%, o melhor de todos os tempos para um biopic musical, e o CinemaScore da estreia foi A-.

A crítica especializada comparou Michael ao padrão dos biopics “lavados” da última década, como Bohemian Rhapsody e Elvis, que priorizaram a celebração do artista em detrimento de uma análise mais nuançada.

Com um possível sequel em discussão e um orçamento que precisará de uma corrida robusta para ser recuperado, as próximas semanas serão decisivas para determinar se Michael entrará para o panteão dos maiores cinebiografia de todos os tempos ou se ficará marcado como um sucesso de estreia que não sustentou o fôlego. Por ora, o Rei do Pop voltou a reinar — desta vez, nas bilheterias de todo o mundo.

Pôster oficial do filme Michael mostrando evolução de Michael Jackson em diferentes fases da carreira, com logo dourado e fundo escuro

Título original: Michael
Nacionalidades: Reino Unido, Estados Unidos da América
Gêneros: Biografia, Drama,  Musical
Ano de produção: 
2026
Data de estreia: 
 23 de abril de 2026 (Cinema – Brasil)
Direção: 
Antoine Fuqua
Roteiro: 
John Logan
Duração: 2 h 7 min
Classificação: 12 Anos
Distribuição: Universal Pictures

Felipe Bastos

Felipe Bastos da Silva é jornalista e crítico de cinema brasileiro, fundador e editor do site Cinema & Afins. Atua na cobertura de cinema, séries, games e cultura pop desde 2007, com foco em análises aprofundadas, críticas jornalísticas e reportagens especiais.Ao longo de sua carreira, consolidou o Cinema & Afins como uma das referências brasileiras em jornalismo de entretenimento, oferecendo conteúdo confiável, detalhado e com curadoria profissional. Felipe também produz listas, coberturas de estreias e artigos analíticos sobre a indústria audiovisual.
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