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Bilheteria de Moana (2026): Estreia do live-action fica abaixo das projeções

A bilheteria de Moana (2026) começou de forma abaixo do esperado para um dos maiores lançamentos da Disney no ano. O remake em live-action da animação de 2016 estreou na liderança das bilheterias, mas arrecadou menos do que as projeções iniciais e levantou dúvidas sobre a força da estratégia de refilmagens do estúdio.

Estrelado por Dwayne Johnson, que retorna ao papel de Maui, e pela estreante Catherine Laga’aia como Moana, o longa abriu com US$ 95 milhões em todo o mundo, sendo US$ 43 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 52 milhões nos mercados internacionais.




Catherine Laga’aia e Dwayne Johnson como Moana e Maui em cena promocional do Trailer Final de Moana (2026), cercados por criaturas marinhas e paisagens subaquáticas.

Apesar de liderar as bilheterias, o desempenho ficou abaixo das previsões iniciais da indústria, que apontavam para uma estreia global entre US$ 130 milhões e US$ 140 milhões. Nos dias que antecederam a estreia, as projeções já haviam sido revisadas para baixo diante da menor procura do público.

Bilheteria de Moana (2026) x desempenho da franquia

Teaser de Moana 2
Divulgação: Disney

O desempenho da bilheteria de Moana (2026) contrasta significativamente com os resultados alcançados pelos filmes anteriores da franquia. Enquanto o novo live-action estreou com números abaixo das expectativas da indústria, tanto a animação original quanto sua sequência registraram aberturas mais robustas e consolidaram a força da marca nos cinemas.

Lançado em 2024, Moana 2 arrecadou US$ 139,7 milhões no fim de semana tradicional de estreia nos Estados Unidos. Durante o feriado prolongado de Ação de Graças, o valor saltou para US$ 225 milhões, estabelecendo um novo recorde para o período. Ao fim de sua trajetória nos cinemas, a sequência ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, tornando-se uma das animações de maior sucesso comercial da Disney na década.

Já a animação original, lançada em 2016, também superou o desempenho inicial do remake em live-action. Na ocasião, o filme abriu com US$ 56,6 milhões apenas no mercado norte-americano e encerrou sua exibição com mais de US$ 643 milhões arrecadados em todo o mundo.

Outro fator apontado por analistas para explicar o início mais discreto do live-action é o curto intervalo entre os lançamentos. Moana (2026) chegou aos cinemas cerca de 19 meses após o enorme sucesso de Moana 2, um período considerado relativamente pequeno para uma franquia dessa dimensão. Especialistas avaliam que a proximidade entre os filmes pode ter contribuído para uma percepção de saturação da marca entre parte do público.

Com recepção morna da crítica e resposta ainda mais fria do público, o desempenho de Moana (2026) deve funcionar como um novo termômetro para medir o interesse dos espectadores por adaptações live-action de animações recentes da Disney — um modelo de negócio que já havia sido colocado em xeque por resultados como o de Branca de Neve. Nas próximas semanas, a queda percentual entre o primeiro e o segundo fim de semana será o principal indicador para saber se o desempenho comercial do live-action de Moana (2026) consegue reagir ou se confirma a tendência de decepção observada na estreia.

Poster de moana 2026 com Dwayne Johnson como Maui e Catherine Laga’aia como Moana em meio ao oceano

Título original: Moana
Nacionalidade: Estados Unidos da América
Gêneros: Aventura, Ação, Comédia, Família, Fantasia, Musical
Ano de produção: 
2026
Data de estreia: 
09 de julho de 2026 (Cinema – Brasil)
Direção: 
Thomas Kail
Roteiro: 
Jared Bush, Dana Ledoux Miller
Duração: 1 h 55 min
Classificação: 10 Anos
Distribuição: Walt Disney Pictures

Felipe Bastos

Felipe Bastos da Silva é jornalista e crítico de cinema brasileiro, fundador e editor do site Cinema & Afins. Atua na cobertura de cinema, séries, games e cultura pop desde 2007, com foco em análises aprofundadas, críticas jornalísticas e reportagens especiais.Ao longo de sua carreira, consolidou o Cinema & Afins como uma das referências brasileiras em jornalismo de entretenimento, oferecendo conteúdo confiável, detalhado e com curadoria profissional. Felipe também produz listas, coberturas de estreias e artigos analíticos sobre a indústria audiovisual.
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