
Os ganhadores do Oscar 2026 protagonizaram uma das cerimônias mais comentadas dos últimos anos. Realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, a premiação marcou uma temporada dominada por dois filmes: Uma Batalha Após a Outra e Pecadores. A noite consagrou nomes importantes da indústria, como Michael B. Jordan, Jessie Buckley e Paul Thomas Anderson, além de reconhecer talentos técnicos que ajudaram a moldar alguns dos filmes mais comentados do ano.
Mas, como costuma acontecer após a maior premiação do cinema, a atenção da indústria rapidamente se volta para o futuro. A seguir, veja quais são os próximos trabalhos e projetos anunciados ou aguardados dos ganhadores nas principais categorias do Oscar 2026.
Michael B. Jordan — Melhor Ator

Michael B. Jordan conquistou seu primeiro Oscar ao interpretar os irmãos gêmeos Fumaça e Fuligem no thriller sobrenatural Pecadores, dirigido por Ryan Coogler. O filme foi um dos grandes destaques da temporada de premiações e também recebeu reconhecimento em categorias técnicas e de roteiro.
Em 2026, o ator empresta sua voz ao personagem principal da animação Como Mágica (Swapped), dirigida por Nathan Greno (Enrolados). A produção chega ao catálogo da Netflix em 1º de maio.
Além disso, Jordan trabalha no desenvolvimento de dois novos projetos como diretor: Creed IV e uma nova versão de The Thomas Crown Affair. Ambos os filmes estão em fase de produção e devem chegar aos cinemas em 2027.
Jessie Buckley — Melhor Atriz

A atriz irlandesa Jessie Buckley venceu o Oscar de Melhor Atriz por sua atuação em Hamnet, drama histórico inspirado no romance de Maggie O’Farrell. A performance foi amplamente elogiada pela crítica e consolidou Buckley como uma das intérpretes mais respeitadas de sua geração.
Atualmente, a atriz pode ser vista nos cinemas ao lado de Christian Bale em A Noiva, releitura sombria e feminista do clássico Frankenstein, ambientada na Chicago dos anos 1930.
Buckley também está confirmada no elenco de Three Incestuous Sisters, aguardada adaptação do romance A Mulher do Viajante no Tempo, de Audrey Niffenegger. O projeto reúne um elenco de destaque que inclui Josh O’Connor, Dakota Johnson e Saoirse Ronan, embora ainda não tenha data de estreia definida.
Sean Penn — Melhor Ator Coadjuvante

Sean Penn conquistou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação em Uma Batalha Após a Outra, drama dirigido por Paul Thomas Anderson. O prêmio coloca o ator na seleta lista de intérpretes com três Oscars de atuação — os anteriores foram na categoria de Melhor Ator por Sobre Meninos e Lobos (2004) e Milk: A Voz da Igualdade (2009).
Penn não estava presente no Dolby Theatre quando seu nome foi anunciado como vencedor, tornando-se uma das ausências mais simbólicas da noite. Na manhã seguinte à cerimônia, a empresa estatal de ferrovias da Ucrânia publicou nas redes sociais um vídeo do ator desembarcando de um trem em Kiev, com um cigarro na boca. A legenda era direta: “Sean Penn escolheu a Ucrânia em vez do Oscar”.
Conhecido por seu envolvimento em causas políticas e humanitárias, o ator não está oficialmente ligado a novos projetos cinematográficos no momento.
Amy Madigan — Melhor Atriz Coadjuvante

Veterana de Hollywood, Amy Madigan conquistou seu primeiro Oscar por sua atuação no filme de terror A Hora do Mal. A vitória foi celebrada como um momento marcante, especialmente por reconhecer uma performance dentro de um gênero que raramente recebe atenção significativa da Academia.
Após a conquista, a atriz já tem novos projetos encaminhados. Madigan está escalada para atuar em Sponsor, suspense original da Apple TV+, e também em The Ploughmen, novo longa dirigido por seu marido, o ator e cineasta Ed Harris, vencedor do Oscar.
Ambas as produções ainda estão em fase inicial e, até o momento, não têm datas de estreia definidas.
Ryan Coogler — Melhor Roteiro Original

Ryan Coogler chegou ao Oscar com Pecadores carregando um recorde histórico: 16 indicações, o maior número já registrado para um único filme. O longa deixou a cerimônia com quatro estatuetas e consolidou Coogler como uma das vozes mais influentes da atual geração do cinema americano.
Entre seus próximos projetos está o reboot de Arquivo X, uma nova abordagem da clássica série de ficção científica. O cineasta também atua como produtor em Bitter Root, adaptação baseada na HQ homônima e dirigida por Regina King (Uma Noite em Miami…).
Além disso, Coogler prepara Wrong Answer, filme que marcará mais uma parceria com Michael B. Jordan. Até o momento, nenhum desses projetos tem data de estreia definida.
Paul Thomas Anderson — Melhor Direção

O diretor californiano Paul Thomas Anderson chegou ao Oscar com 11 indicações acumuladas ao longo da carreira — a primeira em 1998, pelo roteiro de Boogie Nights — sem jamais ter vencido uma estatueta. Na cerimônia realizada em 15 de março, o cineasta finalmente quebrou esse jejum ao conquistar três prêmios: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção e Melhor Filme.
Com o resultado, Anderson entrou para um grupo restrito da história da premiação, tornando-se apenas o nono cineasta a conquistar o chamado “triplete” — roteiro, direção e filme — em uma única edição do Oscar.
Até o momento, nenhum novo projeto foi anunciado oficialmente pelo diretor. Historicamente, Anderson costuma manter longos intervalos entre suas produções: Licorice Pizza (2021) e Uma Batalha Após a Outra (2025), por exemplo, foram lançados com quatro anos de diferença.
Ludwig Göransson — Melhor Trilha Sonora

O compositor Ludwig Göransson venceu o Oscar de Melhor Trilha Sonora por seu trabalho em Pecadores. A música do filme foi apontada como um dos elementos centrais para a atmosfera da produção.
Esta é a terceira estatueta do compositor sueco. Aos 41 anos, Göransson já havia sido premiado anteriormente por Pantera Negra (2019), também em parceria com Ryan Coogler, e por Oppenheimer (2024), dirigido por Christopher Nolan.
Entre seus próximos trabalhos estão as trilhas de A Odisseia, aguardada adaptação do poema épico de Homero dirigida por Christopher Nolan, prevista para chegar aos cinemas em 17 de julho de 2026, e Star Wars: O Mandaloriano e Grogu, cuja estreia está marcada para 22 de maio de 2026.
Autumn Durald Arkapaw — Melhor Fotografia

Autumn Durald Arkapaw entrou para a história do cinema ao conquistar o Oscar de Melhor Fotografia. Com a vitória, tornou-se simultaneamente a primeira mulher, a primeira pessoa negra e a primeira filipino-americana a receber a estatueta na categoria em quase um século de premiação.
Nos 96 anos anteriores da categoria, apenas três mulheres haviam sido indicadas: Rachel Morrison por Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi (2018), Ari Wegner por Ataque dos Cães (2022) e Mandy Walker por Elvis (2023). Arkapaw foi a quarta — e a primeira a sair do Dolby Theatre com o prêmio.
A parceria criativa com Ryan Coogler, iniciada ainda em projetos televisivos, deve continuar nos próximos anos. A diretora de fotografia é apontada como uma das possíveis colaboradoras do próximo projeto do cineasta, que pode ser o reboot de The X-Files ou Pantera Negra 3.
Joachim Trier — Melhor Filme Internacional

O cineasta norueguês Joachim Trier conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional com Valor Sentimental, consolidando sua posição como um dos diretores europeus mais respeitados do cinema contemporâneo. O longa foi amplamente elogiado pela crítica internacional por sua abordagem intimista e pela sensibilidade ao explorar relações familiares e memória.
A vitória marca mais um momento importante na trajetória do diretor, que já havia chamado atenção da Academia com A Pior Pessoa do Mundo (2021), indicado anteriormente nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Roteiro Original.
Após o reconhecimento no Oscar, Trier segue envolvido no desenvolvimento de novos projetos autorais. Embora nenhum título tenha sido oficialmente anunciado, o diretor deve continuar explorando narrativas dramáticas centradas em personagens complexos — marca registrada de sua filmografia.
A edição de 2026 do Oscar reforçou uma tendência cada vez mais clara na indústria: a combinação entre cineastas autorais, grandes produções e novos talentos técnicos. Filmes como Pecadores e Uma Batalha Após a Outra demonstraram que produções ambiciosas ainda conseguem dominar tanto a crítica quanto as premiações.
Enquanto Hollywood se prepara para as próximas temporadas de premiações, os ganhadores do Oscar 2026 já começam a definir o futuro do cinema contemporâneo — seja por meio de novos projetos autorais, grandes produções de estúdio ou colaborações criativas que prometem marcar os próximos anos da indústria.









